segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Desabafo.

Vergonha, se tem uma palavra que descreve meu estado de espírito no momento é vergonha. Sim, talvez esta seja uma palavra muito forte e muito dramática para minha situação, mas o que posso dizer? Eu estou me sentindo totalmente envergonhada, um ano de cursinho não me valeram nada e olhar na cara dos meus pais só piora, me faz sentir um lixo.

Eu sei que a culpa é toda minha. Não me esforcei o suficiente esse ano para passar e talvez, muitas vezes, quando caí demorei tempo demais para levantar. Fui como a Lebre da história “A Lebre e a Tartaruga”, tentei correr para chegar cedo na linha de chegada e no final, tropecei em meus próprios pés e perdi a corrida.

“Deus escreve certo com linhas tortas, levanta a cabeça, respira fundo e agora enfrenta a vida, você tem decisões para tomar nesse fim de ano”, foi o que um amigo me disse no MSN agora pouco. É só isso que me resta, pensar, pensar muito bem no que vou fazer ano que vem, não tenho muitas escolhas ou é mais um ano de cursinho, ou passar na Unifesp (nada contra, mas não queria essa opção).

Enfim, só precisava desabafar um pouquinho galera, faz dois dias que estou chorando sem parar, puta da vida e pensando, sinceramente, se viajar de mochileira pelo mundo não é mais digno que esse sistema o qual funciona a entrada para o ensino superior no Brasil.

Arrivederci. 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pós-Carnaval.

O Carnaval acabou ontem. Para algumas pessoas isso é sinal de:

“Eba! Agora posso sair na rua sem medo, sabendo que vou voltar para casa com tudo no lugar correspondente e sem nenhum adereço estranho em alguma parte do corpo.”

Outras pessoas têm um pensamento mais triste:
“Droga, acabou o Carnaval. E agora? Vou ter que trabalhar amanhã, voltar para o meu chefe mala e ainda por cima não por cima não peguei o MSN daquele gato (ou gata).”

    E tem outras pessoas que estão numa ressaca tão violenta, que se nem se lembram do próprio nome direito, imagina que o Carnaval já está no fim e aquelas pessoas com vassouras nas mãos tão limpando a rua e não dançando axé.

Mas Carnaval é Carnaval. E é o pós-Carnaval que nos mostra sua essência.
Não existe pós-festa no mundo que supere a quantidade de xixi despejado nos muros das cidades, a quantidade de cerveja, vodka, tequila e qualquer tipo de bebida-do-capeta que é consumida, o número gente desacordada no meio da avenida, de crianças que se perderam dos pais e de camisinhas usadas (ou não).
Só no Carnaval (ou no pós-Carnaval) que o índice de uso da frase “Que merda que eu fiz”, “Eu fiz aquilo mesmo?” e “Eu peguei aquela coisa?” aumenta quase 250%, que os níveis de decibéis suportados nos ouvidos quase estouram ao ouvir “NOTA DEZ”, “NOTA NOVE E SETENTA E CINCO” e principalmente, é só no Carnaval que os cristãos seguem fielmente aquela frase “crescei-vos e multiplicai-vos” (e o pós-carnaval neste caso só surge nove meses depois).

    Quem diz que Carnaval é um saco, tem problemas. Você tem mil coisas para fazer nesses 5 dias, ir ver as escolas de samba, dançar muito (seja no meio do encoxa-encoxa ou numa balada), você pode ir curtir alguma festa de carnaval, ir atrás do trio (e brincar de “quem sobrevive até o fim”), aproveitar que o caos está instalado aqui e fugir para algum país mais calminho, ficar em casa com seus amigos que também detestam essa data ou simplesmente jogar vídeo game sozinho(se você for do tipo anti-social) porque afinal você tem 5 dias que não precisa aturar a cara feia do seu chefe ou seu professor-muito-mala-mas-que-você-precisa-ser-amigo-para-conseguir-nota-no-fim-do-ano. É só tomar vergonha na cara e ir encontrar algo para fazer.

ps: com exceção daqueles que são zicados (como eu que fiquei o carnaval todo com febre e tossindo :/) haha.

Arrivederci. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

voltando a uma antiga.

Resolvi postar aqui hoje, um texto antigo meu, que já foi publicado nesse blog. Eu escrevi esse texto na época que a menininha foi jogada do prédio, o menininho foi arrastado pela rua (preso ao carro) e tantas outras coisas aconteceram. No meio disso, estava ouvindo aquela música do Black Eyed Peas, "Where is the love" e me deu a luz.
Eu tinha 16 anos quando escrevi, já se passou 2 anos e a música e o texto podem ser encaixados no mundo de hoje, como se fosse novo.


Where is the love?


Amor, um sentimento poderosíssimo, que é capaz de levar as pessoas à loucura, que aumenta a expectativa de vida, que deixa as pessoas mais jovens. Quem possui o Amor vive mais, aprecia a música de maneira diferente, sente o cheiro das rosas melhor, dança como um bailarino numa grande apresentação para toda a cidade, os olhos brilham como gotas de orvalho logo pela manhã e o sorriso nunca sai do rosto.

Enfim: quem ama, vive!

Agora então vamos a pergunta crucial: Onde está o Amor?

Será que esse sentimento tão poderoso se perdeu no meio das guerras e sofrimento, assim como a Paz? Ou será que está vagando lentamente entre as fronteiras da terra e o céu como a Esperança?

Crianças nos diversos países passando fome, adultos batalhando por míseros centavos, adolescentes sendo obrigados a viver no mundo do tráfico para a família não morrer de necessidade e idosos vindo a falecer sozinhos nas escuras e gélidas noites da cidade.

Onde está o Amor?

Crianças sendo arrastadas pelas ruas ou jogadas de prédios altos, adultos utilizando maneiras de passar por cima de todos na sociedade em beneficio próprio, adolescentes matando os pais brutalmente e idosos sendo agredidos por suas babás ou filhos.

Onde está o Amor?

É nesse mundo cheio de guerra, dor, sofrimento, ódio no coração que vivemos, que nascemos e morremos. Um mundo no qual nossos sentimentos já se acostumaram e não é toda notícia no jornal que nos choca, aquelas mais bárbaras talvez.


O ser humano é o pior mal da Terra, mas pior que sua própria existência, talvez seja sua capacidade de acomodação, sua capacidade de ignorar a destruição e a perda do amor porque tudo isso já virou rotina. Sim, acho que o Amor já se perdeu junto com a paz na nossa rotina de destruição. A Esperança acho que é a última das sobreviventes e talvez a única que seja eterna.

Onde está o Amor?
Perdido.


Arrivederci. 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

a Tensão Pré Menstrual

TPM é f*da!
Eu sei bem disso, quando aqueles dias estão chegando os meus hormônios começam a ferver e instintos homicidas florescem. É sério!

Outro dia quebrei um globo de neve em casa, sem querer, e era da minha irmã. Foi uma confusão tão grande e TAO complexa que no final sobrou para os pobres bichinhos de pelúcia (e nós temos muitos) que foram jogados para fora do quarto, mas essa história fica para outro post.

Tem mulher que não tem (minha mãe jura de pé junto que faz parte desse abençoado grupo, piada claro. Senão de quem herdaria minha TPM do meu PAI?), outras sofrem horrores com esse mal.

Eu tenho amigas que começam a maldição com as famosas intrusas na pele, espinhas, a cara fica empipocada, depois começam aqueles calores que saem sabe-se-Deus-da-onde.
Logo em seguida chega a fase mais perigosa: instintos seriais killers (como disse minha amiga Bih), você não se sente confortável com o mundo, ele é algo que não deveria estar lá e as pessoas que habitam deveriam desaparecer misteriosamente, sua mãe, seus irmãos, seu pai, seus animais todos estão na sua mira e não há escapatória para eles, é como se o Alien e o Predador estivesse te possuindo.
Por fim vem aquela época de tristeza, melancolia, de infelicidade, época que sei-la-eu-porque suas amigas teimam que querem ver aquele romance-dramático-tipo-"Um amor para recordar" na TV. PARA QUE NÉ? Tem uma prateleira inteira de filme forte, engraçado, mas nããão naquela semana tem que ser o de chorar que nem bebê com fome.

Outras mulheres não sentem nada, não foram amaldiçoadas ao nascer podemos dizer, e estas passam por todas as fases de "Ser Mulher" como se fosse uma só. É incrível, uma benção de todos os santos, mas convenhamos (para aquelas que sabem o que é ter uma Tensão Pré Menstrual) é OTIMO ter sentir isso, você SEMPRE tem uma desculpa para ter seus atos de barraco mesmo que toda semana você esteja na TPM. haha.

Se for controlável ou não eu não sei, mas que essa moça daqui de baixo não conseguiu se segurar, isso nem minha mãe consegue discordar. ;)

http://www.youtube.com/watch?v=P8b1JZVWYuQ (ainda lembro como coloca o vídeo aqui)

Este post foi uma homenagem a minha mãe e minha irmã e queria mandar um grande "obrigada" para o meu pai que tem que aguentar três mulheres com TPM f*dida.

Arrivederci. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Tem coisas que não dá para mudar...

Eu tentei mudar, criar um novo conceito pro meu blog. Queria algo que fosse divertido e não me desse tanto trabalho. Foi então que eu percebi que o que eu fiz durante toda a vida do likeadragonfly não me deu tanto trabalho quanto o único post do cabeloenrolado.


Por isso resolvi voltar, tentar ao menos.

Sei que já disse isso mil e uma vezes aqui, mas agora é sério: eu adoro escrever, adoro me expressar por meio dessas linhas e trocar algo que me dá tanto prazer por algo batido como um blog de curiosidades foi algo que nao me deixou motivada. O LikeADragonfly já teve vida! Já teve movimento e teve dias de certo "auge".

Todos falam que é melhor sair quando se esta por cima, mas eu vou me dar uma outra chance. Vou fazer do meu primeiro blog especial, pelo menos especial para mim. Foi um erro abandoná-lo.

Não prometo postar todo dia, mas vou tomar o tempo que eu gastaria olhando pra parede e gasta-lo escrevendo aqui.

O CabeloEnrolado será um projeto paralelo, para outro momento. Não agora.

Bom, eu acho que é só. Tenho muito trabalho pela frente.



Arrivederci.